Queria aprender sozinho
Algo sobre carinho
Carinho que eu possa lhe dar
Queria sofrer calado
E estar sempre cercado
Por seu bem falar
Queria sonhar contigo
Sem correr o perigo
Perigo de acordar
Queria dizer te amo
Mesmo que pra ti seja
Dificil de acreditar
Queria dizer liberdade
Mesmo que sinta saudade
Do tempo de reclamar
Queria aprender sozinho
Algo sobre carinho
Carinho só pra sonhar
Jeferson W. Nascimento
Estações do Peregrino:
ResponderExcluirFundos ais chorasTe sobre a arrasada cidade…
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Acudas-nos, Ana, Mãe da Nossa Mãe da Paz,
e ouve o louvor que com nossos cantos voa…
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Tel Aviv: Afazeres, à Pátria Universal.
Que consta em teu passaporte?
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Bat Yam: Acordaram-nos os olhos pó,
às portas da Terra Prometida.
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Cesareia: Romanos, lusos, ameríndios, índios, etíopes,
nipónicos, arianos, turcos, arménios,
ucranianos, croatas, chinos,
africanos, gregos, esquimós, hebreus, árabes,
à cor irreal, pasmámos.
Entrementes, quando nos sentámos, a ver que dava,
partiam, adereços aviados, saltimbancos.
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Monte Carmelo: Fremindo o sopro.
A aberta imensidade ante, a maior grandeza,
alma altíssima a olhos dada.
O fundo envolve-nos, devolvidos ao claro sonho.
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S. João de Acre: Largo voo entre Haifa e Líbano,
onde o cedro do caminho.
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Stella Maris: Que era d’Iahweh a voz que move.
A longe nos levava.
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Tíberíades: Descalços pisamos pedras húmidas,
perto o manso lago,
dormente dorso em vagas.
Da faina, na pesca, nos erguemos:
Passavas, e seguimos-Te,
amigos com a Notícia.
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Cafarnaúm sofresTe
porque previsTe ruína.
Bem Aventuranças: Nova palavra jorrava, estremecia:
Ressoando-nos, nos imos fibras do pobre coração,
nosso e Teu O Esplendoroso Verbo.
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Mar da Galileia: Nas lidas escondidas nos calámos;
a lago, ou a bom ar, despreocupação,
distensão e acalmia.
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Tabor: Sonambulissimamente divagávamos,
absortos discorríamos deslumbrando-nos
o repleto da Luz um dia aclarada sobre a Terra,
mal acomodadas as próprias tendas.
Até tangermos O Inominável.
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Gruta da Anunciação: ‘Verbo caro factum est…’
A alentar-nos.
Do Anjo a irradiação descida, começo fecundo.
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Ein Karen: Miriam, sabias, com o coração,
toda a distância compreendida.
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Bethlehem: Era tão só crer, a’o cintilar a estrela.
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Nazareth: Quotidiano escondido, o aí estares.
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Canaã: Teu sangue nosso, convivas da alegria.
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Jericó: Onde o estranho era irmão.
Porque ofereceste boleia ao desfigurado,
o Cristo Te sarará também das tuas chagas.
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A Jerusalém, cidade das todas as cidades,
as acolhedoras portas sempre abertas,
por próprio pé, acedemos jubilosos…
Um palestiniano, passeando, e assoando-se,
à diurna luz, a última paz…
Até que nos achássemos definitivamente no templo.
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Muro das Lamentações: Pesada a prova da memória.
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Piscina Probática: Esquecidos no densíssimo peso,
largos anos esperámos que nos soerguesses.
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Das Tentações: Acossados, superamos ancestral desespero.
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Aeroporto: Na bagagem, terra declarada.
Não refizéramos, nem na ínfima parte, O Percurso;
mas ficámos, na pura verdade vagando,
tratando, respirando
conTigo, Cristo Amigo,
pomba, fogo, loucura,
inenarrável libertação:
Até ter cor manhã.